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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - 8° ANO

Virei para ela e perguntei:  
 “Mãe, aquele homem vai comer aquilo?” Mamãe fez um “sim” com a cabeça e, em seguida, continuou: “Viu, entende por que eu fico brava quando você reclama da comida?”. É verdade! Muitas vezes, eu me recuso a comer chuchu, quiabo, abobrinha e moranga. E larguei no prato, duas vezes, um montão de repolho, que eu odeio! Puxa vida! Eu me senti muito envergonhada! Vendo aquela cena, ainda me lembrei do Pó, nosso cachorro. Nem ele come uma comida igual àquela que o homem buscou do lixo. Engraçado, querido Diário, o nosso cão vive bem melhor do que aquele homem. Tem alguma coisa errada nessa história, você não acha? Como pode um ser humano comer comida do lixo e o meu cachorro comer comida limpinha? Como pode, querido Diário, bicho tratado como gente e gente vivendo como bicho? Naquela noite eu rezei, pedindo que Deus conserte logo este mundo. Ele nunca falha. E jamais deixa de atender os meus pedidos. Só assim eu consegui adormecer um pouquinho mais feliz. (Pedro Antônio Oliveira. “Gente é bicho e bicho é gente”.
 Diário da Tarde. Belo Horizonte. Acesso em: 16 out. 1999

1- Após a leitura do texto, pode-se concluir que o título indica que
a) bicho e gente são animais racionais.
b) bicho é superior a gente.
c) bicho e gente se confundem.   X
d) gente e bicho são seres diferentes.
e) gente é superior a bicho.

RELATO PESSOAL: O PRECONCEITO EXISTE
 Em março deste ano eu estava em uma loja procurando um presente para minha mãe, e carregava um caderno que ela havia comprado lá mesmo noutro dia. Ai chegou uma segurança e foi logo me acusando de roubo. Revistou minha bolsa e, como não tinha a nota fiscal comigo, fui levada ao Juizado de Menores. Só quando minha mãe apareceu com o comprovante é que fui liberada. Eu fiquei muito nervosa, nuca tinha sido acusada de roubo, e nem sido xingada por ser negra. Foi a minha mãe quem fez me ver que isso era racismo. Ainda bem que nem todo mundo é assim, racista. Eu tenho orgulho de ser negra estou feliz com a cor que Deus me deu. Isabela Santos 14 anos, Salvador. Isabela e sua mãe moveram uma ação contra a empresa por racismo. A juíza Maria Santiago condenou a loja a pagar a Isabela um milhão de reais de indenização por danos morais.

2- O Relato Pessoal de Isabela Santos denuncia:
a) A necessidade de sempre carregar a nota fiscal dos produtos que você adquire, de modo que se possa comprovar a compra.
b) O preconceito racial vivenciado pela menina, que foi acusada de roubo por causa da cor de sua pele. X
c) O roubo do caderno efetuado pela menina, que aproveitou a ausência da mãe para se comportar de maneira indevida.
d) O perigo de andar desacompanhada dos pais, pois envolvimentos com a polícia são sempre possibilidade a ser considerada.
e) A importância das lojas sempre manterem uma segurança rígida e revistarem os clientes, para evitar roubos.

3- O depoimento de Isabela Santos se caracteriza como Relato Pessoal, pois 
a) Narra um acontecimento insignificante e que só interessa à família e aos amigos de Isabela.
b) Narra um acontecimento engraçado, pois houve um desentendimento causado pela simples falta de uma nota fiscal.
c) Narra um acontecimento significativo, pois mostra que uma boa segurança pode proteger sua loja de ladrões.
d) Narra um acontecimento raro, pois há poucas manifestações de preconceito racial no território brasileiro.
e) Narra um acontecimento significativo que interessa a todos que se preocupam em combater o preconceito no Brasil.  X

4. Qual das opções abaixo caracteriza o gênero Relato Pessoal?
a) Registro cotidiano e periódico das experiências e dos sentimentos do autor. Possui, portanto, um caráter confidencial.
b) Forma de comunicação escrita entre pessoas íntimas, normalmente amigos e familiares, separados por longas distâncias.
c) Texto de suporte oral ou escrito, conta episódios importantes e marcantes da vida do autor e que tenham relevância para a comunidade.  X
d) Texto em que se escreve sobre a vida de uma pessoa, contando a sua história e trajetória desde o nascimento.
e) Texto em que o autor narra histórias fictícias e fantásticas em que os protagonistas são inspirados em pessoas reais.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇ- ÃO 6° ANO

Mendigo Faminto
 O mendigo se aproxima de uma madame cheia de sacolas de compras, no centro da cidade, e diz: — Senhora, estou sem comer faz quatro dias… — Meu Deus! Gostaria de ter sua força de vontade!
http://piadasengracadas.net/piada/44/mendigo-faminto/ - acesso em 18/10/09.

1) Assinale a alternativa correta quanto a intenção linguística apresentada pelo mendigo quando dirige-se para a madame, isto é, o que ele quis dizer:
a) (  ) O mendigo queria apenas que a madame soubesse como fazer regime sem sofrer.
b) (  ) o mendigo apenas queria informar a madame há quantos dias ele estava sem comer.
c) (  ) ao ver a madame com tantas sacolas, ele queria carregar as sacolas para ela e, com isso, ele poderia comer algo assim que chegasse na casa da madame.
d) (  ) ao perceber que ela tinha dinheiro para comprar tantas coisas, que era uma mulher de posses, ela poderia dar-lhe algum dinheiro para que ele pudesse comprar algo para comer. x

2) Marque a alternativa que demonstre a verdadeira intenção da madame ao achar que o mendigo tem grande força de vontade:
a) (  ) a madame não quer ajudar o mendigo e finge não entender o que ele quer de fato, elogiando a sua força de vontade. x
b) (  ) ela acredita que só com muita força de vontade ela poderia ficar sem comer por quatro dias, como faz o mendigo.
c) (  ) o mendigo é, para ela, um exemplo de força de vontade e de elegância, pois apesar de ter fome, não come há quatro dias, já que está fazendo regime para perder peso.
d) (  ) ela não entende que o mendigo não come há quatro dias porque não tem o que comer, nem como comprar. Para ela essa não é uma realidade de nosso país. 

Coração conta diferente
         — Ai...
         — O que é que você tem, Tiago?
         Quem falou ai fui eu. Quem me perguntou o que é que eu tinha foi o Renato, que fica sen­tado do meu lado e pode vigiar tudo o que faço. Ele deve ter pensado que alguma coisa estava doendo. Mas esse ai não era de dor.
         Então, suspirei de novo, mas agora sem falar nada. Esse suspiro saiu como um sopro, que balançou as folhas do meu caderno. E pra dentro, baixinho, pra ninguém escutar, eu gemi: Ai, Adriana...
          É que ela levantou para ir ao quadro. Logo hoje que ela soltou o cabelo comprido daquele rabo-de-cavalo que ela costuma usar. O cabelo dela é tão lindo... Parece de seda e tem um brilho que eu ia dizer que parece o Sol. Mas a Adriana tem cabelos pretos e Sol moreno fica meio esquisito.
7x5 =45...
         — Tá errado, tia! Tá errado! — gritou toda esganiçada a Catarina.
      A tia então mandou a Adriana sentar. A Catarina correu e meteu o apagador em cima daqueles números tão bem desenhados, corrigindo com um 35 tão sem graça quanto a sua voz.
          Adriana voltou pro lugar dela e eu nem pude ver se ela estava com a cara muito vermelha. Ela ficou com a cabeça abaixada um tempão. Eu senti que ela estava triste e fiquei muito triste também. Aí, arranquei a beiradinha da última página do meu caderno e escrevi:
         Não liga, Adriana. O 45 que você escreve é tão lindo quanto o seu cabelo.
    Dobrei meu bilhete. Fiz bem depressa uma bolinha com o bilhete dobrado, mirei e joguei. Ela caiu no colo da Adriana.
    Meu coração bateu depressa. Ai, ai, ai, meu coração martelando tantos ais no peito. A Adriana foi desamassando o bilhete bem devagar. Ela leu, depois guardou dentro do estojo. Nem olhou pro meu lado. De repente me lembrei de uma coisa terrível: EU NÃO TINHA POSTO O MEU NOME NO PAPEL!
         Nisso, a tia me chamou. Eu só pensava naquela confusão.
         —Tá errado! Tá errado! Deixa eu fazer, tia?
    Eu olhei pro quadro e entendi... 8 x 6 = 36... A tia me mandou sentar. Fui, morrendo de sem graça.
    Cheguei na minha carteira e vi uma bolinha de papel bem em cima do meu caderno. Quando ninguém estava mais olhando, eu disfarcei e abri:
         Eu também me amarro no seu 36.
         No cantinho do papel estava assinado: Adriana

Coração conta diferente. Lino de Albergaria São Paulo: Scipione, 1992.

2- Faça a correspondência, de acordo com o texto:
                                  
(1) Catarina           (3)  Tem lindos cabelos pretos.
(2) Renato             (4)  Narra a história.
(3) Adriana            (2)  Senta-se  próximo ao narrador.
(4) Tiago               (1) Tem a voz esganiçada

1- Analise o texto lido e use C (CERTO) ou E (ERRADO):
(C) O texto é uma narrativa.
(E) O texto pode ser considerado um poema porque está escrito em versos.
(C) O autor transcreve as falas das personagens, por meio do discurso direto.
(C) O narrador é personagem porque participa das ações da história contada.
(E) O narrador é observador, porque não participa da história contada.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO - 8° ANO

Mafalda, criação do cartunista argentino Quino, é conhecida por suas opiniões ácidas e críticas sobre os mais variados assuntos
1- Assinale a alternativa que melhor expresse o efeito de humor contido na tirinha:
a) O discurso feminista de Susanita é responsável pelo efeito de humor, já que o tema é tratado de forma irônica, denotando certo machismo por parte do autor da tirinha.
b) Mafalda opõe-se ao discurso da amiga Susanita e, por meio de suas feições em todos os quadrinhos, percebe-se nitidamente seu descontentamento.
c) A linguagem verbal não contribui para o melhor entendimento da tirinha, pois todo efeito de humor está contido na linguagem não verbal por meio da expressão exibida por Mafalda no último quadrinho.
d) Susanita apresenta um discurso de acordo com as teorias feministas que pregam a libertação das práticas tradicionalmente atribuídas à mulher. Contudo, no último quadrinho, a personagem defende o uso de uma tecnologia que apenas reforça os padrões tradicionais.  X
Leia atentamente a notícia a seguir:

NOVA DROGA
Anvisa aprova medicamento contra o câncer de pulmão e de pele
           Para a circulação do remédio, ainda falta a definição do valor do remédio, processo que dura aproximadamente três meses.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (4), a droga Opdivo, da farmacêutica Brisol, o primeiro remédio para tratar dois tipos de câncer: o de pulmão e o melanoma (de pele).
Os imunoterápicos são medicamentos que agem ativando o sistema imunológico para combater a doença. Estudos demonstram que esses remédios aumentam expressivamente a sobrevida e tem poucos efeitos colaterais em comparação com as terapias.
A provação do Opdivo é importante porque, entre os cânceres, o de pulmão é o que mais mata no mundo. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), surgirão 28.220 casos da doença no Brasil em 2016.
Para a circulação do medicamento falta apenas definir o preço, que é determinado pela Anvisa e deve demorar cerca de três meses.
Nos EUA, cada aplicação custa cerca de US$ 15 mil (R$ 55 mil). No Brasil, esse custo costuma decair em aproximadamente 40%. 
Disponível em: <http://www.otempo.com.br>.
Com adaptações feitas pela autora desta atividade.

2 – O objetivo do texto é:
a) persuadir
b) alertar
c) informar    X
d) divulgar

3 – Identifique a finalidade do emprego dos dois-pontos no trecho acima:
“... o primeiro remédio para tratar dois tipos de câncer: o de pulmão e o melanoma (de pele).”
Os dois-pontos foram empregados para introduzir a especificação dos tipos de câncer.

4 – Assinale a alternativa em que o termo sublinhado por ser substituído pelo termo entre colchetes, sem interferência de sentido:
a) “... que é determinado pela Anvisa ...”.  [sugerido]
b) “... esses remédios aumentam expressivamente a sobrevida ...”. [substancialmente]   X
c) “... tem poucos efeitos colaterais em comparação com as terapias.” [em consonância]
d)  “Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca)...”. [dados]



ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO - 9° ANO

Jotabê, Feliciano, Facebook
  O deputado Marco Feliciano não é bobo – e por isso enxerga o óbvio: rede social não depõe ninguém, não influi muito. Significa pouco até para a maioria dos usuários, que veem o Facebook, por exemplo, como uma Disney, um Tivoli Park para espíritos ególatras. Todos querem fazer rir no Facebook. Marco Feliciano, ao contrário, fala sério, e por isso leva vantagem. Não está preocupado com a imagem que eu, por exemplo, faço dele. Não sou seu eleitor e ele possivelmente sabe disso. Está, sim, de olhos bem abertos para aqueles que o elegeram, e que lhe são fiéis em todos os níveis porque continuarão a apoiá-lo – leia-se “votando nele” – se ele mantiver o ideário que o levou à condição em que está: blindado pela lei, protegido pelos privilégios que são concedidos a todos os deputados, falando o que quer e sofrendo banais retaliações que não maculam tanto assim a imagem (se é que ela importa) de um homem público. [...] São sete da noite: quarta-feira, dia 3 de abril. Acabo de ler que Marco Feliciano exigiu que a reunião da CDH, a comissão que ele chefia, fosse feita a portas semi-fechadas, permitindo que somente jornalistas e outros deputados tivessem acesso a ela. Repito: ele não é bobo e, por mais que haja manifestações aqui e acolá, sejam elas de civis comuns ou de colegas de parlamento, tais protestos se tornarão mais raros com o tempo. [...] Francisco Grijó (gazetaonline.globo.com – Acesso em 09/04/2013)

1- A crônica é um gênero literário moderno, publicada originalmente em jornais, que quase sempre leva o leitor a fazer uma reflexão sobre os mais diversos temas.  A partir do trecho apresentado acima, é possível dizer que a crônica apresentada caracteriza-se por

a) fazer uma análise da pouca eficácia das redes sociais contra políticos polêmicos, como o deputado Marco Feliciano.    X
b) enfatizar que as redes sociais são as novas formas de entretenimento dos jovens e dos políticos, substituindo a Disney e o Tivoli Park.
c) comprovar que a politica, ao contrário da rede social, não é para fazer rir e, sim, para ser tratada com seriedade.
d) noticiar que Marco Feliciano fez uma reunião a portas semifechadas, a fim de evitar comentários em redes sociais.
e) analisar a rede social como uma nova forma, encontrada pelos políticos polêmicos, de angariar votos e elegerem-se.

2- A crônica de Francisco Grijó, por sua abordagem e sua estrutura, pode ser classificada como
a) uma crônica-narrativa, próxima do conto, que tem como eixo uma história ficcional, cujo protagonista é o deputado Marco Feliciano.
b) uma crônica-poema que tem conteúdo lírico, de extravasamento da alma do cronista diante dos fatos políticos recentes.
c) uma crônica-comentário, que discorre e reflete sobre acontecimentos diários em destaque na imprensa. X
d) uma crônica-metafísica, que aponta reflexões sobre acontecimentos e homens grandiosos para a sociedade e para a história.
e) uma crônica-poema em prosa, que destaca fatos significativos somente para o cronista e usa verbos e pronomes em primeira pessoa.


 RETRATOS DE UMA ÉPOCA Mostra exibe cartões-postais de um tempo que não volta mais  
  Em tempos de redes sociais e da presença cada vez maior da internet no cotidiano, pouca gente se recorda de que nem sempre tudo foi assim tão rápido, instantâneo e impessoal. Se os adultos esquecem logo, crianças e adolescentes nem sabem como os avós de seus avós se comunicavam.
  Há 15 dias, uma educadora no Recife, Niedja Santos, indagou a um grupo de estudantes quais os meios de comunicação que eles conheciam. Nenhum citou cartões-postais. Pois eles já foram tão importantes que eram usados para troca de mensagens de amor, de amizade, de votos de felicidades e de versos enamorados que hoje podem parecer cafonas, mas que, entre os séculos XIX e XX, sugeriam apenas o sentimento movido a sonho e romantismo. Para se ter uma ideia de sua importância, basta lembrar um pouco da história: nasceram na Áustria, na segunda metade do século XIX, como um novo meio de correspondência. E a invenção de um professor de Economia chamado Emannuel Hermann fez tanto sucesso que, em apenas um ano, foram vendidos mais de dez milhões de unidades só no Império Austro-Húngaro. Depois, espalharam-se pelo mundo e eram aguardados com ansiedade.
  – A moda dos cartões-postais, trazida da Europa, sobretudo da França, no início do século passado para o Recife de antigamente, tornou-se uma mania que invadiu toda a cidade – lembra o colecionador Liedo Maranhão, que passou meio século colecionando-os e reuniu mais de 600, 253 dos quais estão na exposição “Postaes: A correspondência afetiva na Coleção Liedo Maranhão”, no Centro Cultural dos Correios, na capital pernambucana.
  O pesquisador, residente em Pernambuco, começou a se interessar pelo assunto vendo, ainda jovem, os postais que eram trocados na sua própria família. Depois, passou a comprá-los no Mercado São José, reduto da cultura popular do Recife, onde eram encontrados em caixas de sapato ou pendurados em cordões para chamar a atenção dos visitantes. Boa parte da coleção vem daí. [...]
– Acho que seu impacto é justamente o de trazer para o mundo contemporâneo o glamour e o romantismo de um meio de comunicação tão usual no passado – afirma o curador Gustavo Maia.
 – O que mais chama a atenção é o sentimento romântico como conceito, que pode ser percebido na delicadeza perdida de uma forma de comunicação que hoje está em desuso – reforça Bartira Ferraz, outra curadora da mostra. [...] (Letícia Lins. Revista O Globo, n. 353, p. 26-28, 1. o mai. 2011. Adaptado.)

3- A ideia central contida nos dois primeiros parágrafos é a de que
a) a necessidade de comunicação interpessoal desenvolveu-se só com a internet.
b) os cartões-postais eram, à sua época, considerados cafonas.
c) a troca de mensagens de amor e amizade realizada hoje pela internet era realizada, antes, similarmente por meio dos cartões-postais.  X
d) a importância dos cartões-postais se deveu ao fato de terem sido criados na Europa e, então, trazidos para o Brasil.
e) os cartões-postais eram o principal meio de correspondência entre os professores na Áustria.

4- No trecho “Para se ter uma ideia de sua importância, basta lembrar um pouco da história”, retirado do segundo parágrafo, o pronome em destaque refere-se a
a) história.
b) cartões-postais.  X
c) pesquisa.
d) Niedja Santos.
e) Recife.

5- Pela leitura do texto, pode-se deduzir que a época do surgimento dos cartões-postais se caracterizava por
a) lentidão e impessoalidade.
b) indiferença e ligeireza.
c) rapidez e solidariedade.
d) vagareza e permanência.  X
e) pessoalidade e velocidade.

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO - 7° ANO

O menino e o arco-íris

Era uma vez um menino curioso e entediado. Começou assustando-se com as cadeiras, as mesas e os demais objetos domésticos. Apalpava-os, mordia-os e jogava-os no chão: esperava certamente uma resposta que os objetos não lhe davam. Descobriu alguns objetos mais interessantes que os sapatos: os copos – estes, quando atirados ao chão, quebravam-se. Já era alguma coisa, pelo menos não permaneciam os mesmos depois da ação. Mas logo o menino (que era profundamente entediado) cansou-se dos copos: no fim de tudo era vidro e só vidro.

Mais tarde pôde passar para o quintal e descobriu as galinhas e as plantas. Já eram mais interessantes, sobretudo as galinhas, que falavam uma língua incompreensível e bicavam a terra. Conheceu o peru, a galinha- d´Angola e o pavão. Mas logo se acostumou a todos eles, e continuou entediado como sempre.

Não pensava, não indagava com palavras, mas explorava sem cessar a realidade. Quando pôde sair à rua, teve novas esperanças: um dia escapou e percorreu o maior espaço possível, ruas, praças, largos onde meninos jogavam futebol, viu igrejas, automóveis e um trator que modificava um terreno. Perdeu-se. Fugiu outra vez para ver o trator trabalhando. Mas eis que o trabalho do trator deu na banalidade: canteiros para flores convencionais, um coreto etc. E o menino cansou-se da rua, voltou para o seu quintal.

O tédio levou o menino aos jogos de azar, aos banhos de mar e às viagens para a outra margem do rio. A margem de lá era igual à de cá. O menino cresceu e, no amor como no cinema, não encontrou o que procurava. Um dia, passando por um córrego, viu que as águas eram coloridas. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!

Desde então, todos os dias dava um jeito de ir ver as cores do córrego. Mas quando alguém lhe disse que o colorido das águas provinha de uma lavanderia próxima, começou a gritar que não, que as águas vinham do arco-íris. Foi recolhido ao manicômio. E daí?

(GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris. São Paulo: Ática, 2001. p. 5)

01.“Mas logo se acostumou a todos eles”. O termo em destaque refere-se no texto a
(A)  animais no quintal. x
(B)  cadeiras e mesas.
(C)  sapatos e copos.
(D)  jogos de azar.

02. Pode-se concluir que o tema do texto é
(A)  a curiosidade.
(B)  a insatisfação .x
(C)  a natureza.
(D)  a saudade.


3. De acordo com o texto, o menino procurava, desde criança, por 
(A)  alguma coisa surpreendente. x
(B)  galinhas e plantas interessantes.
(C)  um arco-íris.
(D)  banhos de mar.

04. E daí?” A frase final da crônica demonstra que a opinião do narrador sobre o destino do menino é de
(A) pena e desespero.
(B) simpatia e aprovação.
(C)  indiferença e conformismo. x
(D)  esperança e simpatia.

05. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!”
 No trecho, os sinais de pontuação empregados assinalam
(A) o tédio do menino.
(B) a surpresa do menino. x
(C) a dúvida do narrador.
(D)  o comentário do narrador.

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO - 9° ANO

Texto para questão 1
Nós, brasileiros, estamos acostumados a ver juras de amor, feitas diante de Deus, serem quebradas por traição, interesses financeiros e sexuais. Casais se separam como inimigos, quando poderiam ser bons amigos, sem traumas. Bastante interessante a reportagem sobre separação. Mas acho que os advogados consultados, por sua competência, estão acostumados a tratar de grandes separações. Será que a maioria dos leitores da revista tem obras de arte que precisam ser fotografadas antes da separação? Não seria mais útil dar conselhos mais básicos? Não seria interessante mostrar que a separação amigável não interfere no modo de partilha dos bens? Que, seja qual for o tipo de separação, ela não vai prejudicar o direito à pensão dos filhos? Que acordo amigável deve ser assinado com atenção, pois é bastante complicado mudar suas cláusulas? Acho que essas são dicas que podem interessar ao leitor médio.

Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 26 fev. 2012 (adaptado).
O texto foi publicado em uma revista de grande circulação na seção de carta do leitor. Nele, um dos leitores manifesta-se acerca de uma reportagem publicada na edição anterior. Ao fazer sua argumentação, o autor do texto
a) faz uma síntese do que foi abordado na reportagem.
b) discute problemas conjugais que conduzem à separação.
c) aborda a importância dos advogados em processos de separação.
d) oferece dicas para orientar as pessoas em processos de separação.
e) rebate o enfoque dado ao tema pela reportagem, lançando novas ideias.

Alternativa “e”. O autor do texto tem como objetivo questionar o enfoque dado pela revista ao tema, que, a seu ver, é pouco funcional para o leitor médio, e também lançar novas ideias sobre uma reportagem que vise a esse tipo de leitor.

Texto para as questões 2-3-4-5

Milhões de pessoas conhecem Leonardo da Vinci como o artista italiano que pintou a Mona Lisa, o quadro mais famoso do mundo.
Milhões de outras pessoas o vêem como um gênio, muitos anos-luz à frente do seu tempo em matéria de ciência, matemática e engenharia. Leo imaginou helicópteros, tanques de guerra e submarinos (sem falar num banheiro incrivelmente organizado que desenhou) alguns séculos antes de esses inventos se tornarem realidade.
Para muita gente, ele foi também um sábio, que não só buscou desvendar os segredos da anatomia, desenhando os mais misteriosos e complicados detalhes do corpo humano, como também se questionou sobre a alma, o lugar do homem e sua finalidade em nosso imenso e complexo Universo.


Há também aqueles que se lembram dele como músico. Leonardo construía os próprios instrumentos e escrevia as composições que ele mesmo executava para um público admirado.E, acredite ou não, ainda há outros que se recordam de Leo como arquiteto, cartógrafo e urbanista! Sabia que ele fez projetos sensacionais de supercidades, edifícios e aquedutos?
O mais incrível mesmo é que toda essa gente tem razão! Leonardo foi isso e muito mais! Se no século XV houvesse psicólogos especializados em orientação profissional, teriam enlouquecido avaliando seu teste vocacional. Ele se interessava por absolutamente tudo o que há debaixo do Sol – para não falar no que se encontra além dele. Em seus 67 anos de vida, Leonardo empregou seu supercérebro em um número de projetos muito maior do que a maioria das pessoas normais seria capaz, mesmo que vivessem uma centena de vidas.
COX, Michael. Introdução.In: . Leonardo da Vinci e seu supercérebro. São Paulo :Companhia das Letras, 2004, p.5-7.)
2. A questão tratada no texto é
(A)  a importância da pintura de Da Vinci.

(B)  o desconhecimento da obra de Da Vinci.

(C)  o interesse de Da Vinci por vários assuntos.

(D)  a admiração das pessoas por Da Vinci. x

3..A leitura dessa narrativa permite entender que Leonardo da Vinci era um supercérebro por
(A)  atuar nas mais variadas áreas profissionais. x

(B)  pintar o quadro mais famoso do mundo.

(C)  construir seus próprios instrumentos musicais.

(D)  desenvolver projetos de edifícios e aquedutos.

4.O narrador demonstra muita intimidade com o personagem descrito quando, no texto, o trata por
(A   Leonardo da Vinci.

(B)  Leo. x

(C)  Da Vinci.

(D)  Vinci.

5.Os balões nos desenhos sugerem que Leonardo da Vinci está
(A)  falando.

(B)  cochichando.

(C)  sussurrando.

(D)  pensando. x