terça-feira, 17 de novembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO-EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo de regras e normas da norma-padrão em situações de fala e escrita nas quais elas devem ser usadas.- 9° ANO

PORTUGUÊS
Leia o texto abaixo e resolva as questões de 01 a 05.

  A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da auto- piedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A auto- piedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver problemas, que são capacidade de amar, de tolerar e de rir. Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram, se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas.             (Dr.Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/04/00).

1. Segundo o texto, evitamos a auto- piedade quando:
a) Percebemos que não somos os únicos a sofrer.
b) Aprendemos a nos comportar em sociedade.
c) Dispomo-nos a ajudar os outros.
d) Buscamos o apoio adequado.
e) Passamos a ignorar o sofrimento.

2. A auto- piedade, segundo o autor:
a) Não pode ser evitada.
b) É uma doença.
c) É problema psicológico.
d) Destrói a pessoa.
e) Não conduz a nada.

3. A vida é comparada a um jogo em que a pessoa:
a) Precisa de sorte.
b) Deve saber jogar.
c) Fica desorientada.
d) Geralmente perde.
e) Não pode fazer o que quer.

4. A superação das dificuldades da vida leva:
a) Ao equilíbrio.
b) À paz.
c) À felicidade.
d) Ao crescimento.
e) À autoestima.

5. Para o autor:
a) Não podemos fugir das dificuldades.
b) Não podemos vencer as dificuldades.
c) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência (do nosso descuido, desleixo).
d) devemos amar as dificuldades.
e) devemos procurar as dificuldades.

GABARITO

1A/ 2E/ 3B/ 4D/ 5A

ATIVIDADES DE GRAMÁTICA-(EF08LP16) Explicar os efeitos de sentido do uso, em textos, de estratégias de modalização e argumentatividade (sinais de pontuação, adjetivos, substantivos, expressões de grau, verbos e perífrases verbais, advérbios etc. - 8° ANO

PORTUGUÊS –
(UFRJ) A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é:
a) Dei com os dois velhos sentados. (transitivo direto).
b) Os jornais não deram a notícia. (transitivo indireto).
c) O relógio deu onze horas. (transitivo direto e indireto).
d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. (intransitivo).
e) Esse dinheiro não dá. (intransitivo).

2- (PUC-SP) Na relação entre termos regentes e termos regidos, há verbos transitivos que necessitam de uma preposição para estabelecer um nexo de dependência sintático-semântica entre as palavras. Assinale a alternativa que apresenta verbo transitivo indireto.
a) “... difundindo-se por todas as camadas sociais e irradiando-se do privado para o público.”
b) “... voltada para o mercado interno...”
c) “Apenas no domínio público encontrava alguma rivalidade do português.”
d) “São Paulo colonial esteve, até certo ponto, à margem da economia de exportação.”
e) “... como Luíza Esteves, que em 1636 precisou de um intérprete para dialogar com o juiz de órfãos...”

3- (UCDB – MT) Assinale a alternativa em que o pronome nos tem a função de objeto direto.
a) Os diretores escutaram-nos atentamente.
b) Custou-nos aceitar a proposta.
c) Escreveram-nos uma longa carta.
d) O estagiário obedeceu-nos sem reclamar.
e) Deram-nos uma boa notícia.

4- Na oração “Demoliram-se as casas”, tem-se:
a) voz ativa.
b) sujeito indeterminado.
c) voz passiva analítica.
d) voz passiva sintética.
e) voz reflexiva.

5- Assinale a alternativa correta quanto à função sintática do termo ou expressão destacada.
a) As águas podiam estar poluídas. (agente da passiva).
b) Julgamos o fato milagroso. (predicativo do objeto).
c) A costureira pagou a conta? (objeto indireto).
d) As crianças estavam com fome. (verbo intransitivo).
e) O infeliz estava presente à reunião. (predicativo do sujeito).

GABARITO

1E/ 2E/ 3A/ 4D/ 5B

ATIVIDADES DE GRAMÁTICA- (EF69LP55 X) Reconhecer, considerando a situação comunicativa , as variedades da língua falada, o conceito de norma padrão e o de preconceito linguístico. - 9° ANO

Leia atentamente as frases:

l. Mário estudou muito e foi reprovado! (=mas)
II. Mário estudou muito e foi aprovado! (=por isso) 

Em I e II, a conjunção e tem, respectivamente, valor:
a) adversativo e conclusivo.
b) aditivo e conclusivo.
c) adversativo e aditivo.
d) aditivo e aditivo
e) concessivo e causal.

2. Identifique a opção em que há uma oração substantiva completiva nominal.
a) Seria oportuno que lhes pagassem os salários em atraso.
b) A mulher precisava de que a ajudassem a subir no ônibus.
c) O governo decidiu que o ICMS continuará vigorando.
d) Este guia é quem nos acompanhará durante a excursão.
e) A suspeita de que poderia ser reprovado, fê-lo estudar.

3. Leia atentamente: “A letra das composições musicais contemporâneas refletem, com nitidez, os problemas sociais que o Brasil está enfrentando”. O período acima apresenta uma incorreção gramatical, pois há falta de concordância verbal entre os termos:
a) Brasil e está enfrentando.
b) composições e está enfrentando.
c) composições e refletem.
d) letra e refletem.
e) problemas e enfrentando.

4. “Eu, tu e o artista...de modo diferente; mas o artista e tu...de modo igual. Portanto, entre... e ... há uma grande diferença.”
a) cantais – cantam – eu – você.
b) cantamos – cantas – eu – tu.
c) cantemos – cantam – eu – ti.
d) cantam – cantais – mim – tu.
e) cantamos – cantais – mim – ti.

5. “O maniqueu não vê matizes e não admite que o avanço humano deva decorrer do conflito entre erros relativos, uma vez que os homens não sabem tudo.” (Fernando Pedreira) Se o autor, em vez de ter dito”... os homens não sabem tudo.”, tivesse dito “...os homens não sabemos tudo”, teria usado a figura de linguagem denominada:
a) metáfora.
b) pleonasmo.
c) silepse.
d) antítese.
e) eufemismo.
                                          Colégio Puríssimo


GABARITO

1A/ 2E/ 3D/ 4E/ 5C

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO-(EF69LP55 X) Reconhecer , considerando a situação comunicativa , as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico - 7° ANO

Considere o texto a seguir para responder aos itens de 1 a 10.

                            Muito prazer, eu sou Luana!

    Você já conhece a Luana? Se não conhece, vamos apresentá-la. Mas se já conhece, vamos relembrar: Luana é uma menina de 8 anos, que adora a capoeira e vive num remanescente de quilombo chamado Cafindé; é filha do mestre de capoeira Calça-Larga e da Nena, neta de vovó Josefa; ela tem um irmãozinho de 6 anos, chamado Luisinho, que vive perguntando o porquê de tudo.
   Um dia, durante um temporal, um raio caiu bem na corda de seu berimbau, que se tornou mágico. Quando ela tem a necessidade e um grande desejo de conhecer um fato ou uma pessoa, é só tocar o berimbau, que a leva a uma viagem, sempre repleta de aventuras.
   Morro acima, de berimbau na mão, Luana e a avó vão na direção daquela árvore de tronco largo e galhos pelados e retorcidos.
   - Vem, minha filhinha! Sente-se aqui ao pé do baobá.
     A árvore é muito alta e larga. Tem casca grossa e áspera. Parece morta, mas está bem viva.
   - Conta, vovó! Conta a nossa história.
   - Não, filhinha! Não sou eu quem vai contá-la. É seu berimbau. Toque!
   Sem entender o que a avó está dizendo, a menina ajeita o instrumento e inicia o toque mágico:
   Derendém... derendém... derendém... derendém... derendéééém...
   Um toque, dois, três e... TOIMMMMM...
   Imediatamente um zunido invade o ar...
   Dzummmmm... dzummmmm... dzummmmm...
   Lá vem o redemoinho que sempre leva Luana para suas viagens no tempo e no espaço... Com ele, o canto de sempre, ao som de muitas vozes:
   EH! VOLTA NO MUNDO, CAMARÁ! EH, EH!
   MUNDO DÁ VOLTA, CAMARÁ!
   Ela fecha os olhos, quase por instinto. Ao abri-los bem devagar, assim que o redemoinho termina, não consegue conter um “ Oh!”.

(Macedo, Aroldo- Luana e as asas da liberdade, Oswaldo Faustino: ilustrações Mig. – 1. Ed. – São Paulo: FTD, 2010) PORTUGUÊS


1. baobá-árvore nativa do continente africano, também chamada embondeiro em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Considerada símbolo nacional em países como Senegal e Madagascar, dizem que pode viver até seis mil anos e a seiva guardada por seu tronco mata a sede das populações, em tempos de seca.

2. berimbau-instrumento de percussão, de origem africana com o qual se acompanha a capoeira.
3. camará -compadre, colega de capoeira, companheiro, parceiro de jogo.
4. capoeira-jogo acrobático constituído por movimento(pernada).
5. quilombo-povoação de escravos, onde habitavam também brancos, pobres e indígenas. Tinham suas próprias leis e muitos eram fortificados para proteger os quilombolas de ataques.
6. redemoinho -movimento em círculo causado pelo cruzamento de vento contrário.
7. remanescente-o que restou, sobrou.

1. Acerca do texto, é correto afirmar que a personagem Luana
I- tem necessidade de conversar com a avó, pois se sente muito solitária.
II- aproveita a companhia da avó para questionar algo sobre o passado do seu povo.
III- obedece ao pedido da avó sem questionar o assunto abordado.
IV- confia em seu instrumento musical para solucionar o que foi pedido pela avó.
V- faz uma viagem programada anteriormente pela avó.
(A) Somente I e III estão corretas.
(B) Somente I e V estão corretas .
(C) Somente II e IV estão corretas.
(D) Somente III e IV estão corretas.
(E) Somente II, III e V estão corretas.

2. Leia as afirmativas abaixo e identifique as que traduzem pedido ou ordem.
I- “- Vem, minha filhinha! Sente-se aqui ao pé do baobá.”
II- “A árvore é muito alta e larga.”
III- “- Conta, vovó! Conta a nossa história.”
IV- “- Não, filhinha! Não sou eu quem vai contá-la. É seu berimbau.”
V- “... Toque!” VI- “Imediatamente um zunido invade o ar...”
(A) Somente I, II e III estão corretas.
(B) Somente II, III e IV estão corretas.
(C) Somente I, III e V estão corretas.
(D) Somente III, IV e VI estão corretas.
(E) Somente II, IV e VI estão corretas.

O trecho abaixo refere-se aos itens 3 e 4.
“Ela fecha os olhos, quase por instinto. Ao abri-los bem devagar, assim que o redemoinho termina, não consegue conter um ‘Oh!’”
3. A interjeição “Oh!” foi expressa por Luana, porque ela
(A) se surpreende com algo.
(B) tem medo do redemoinho.
(C) acredita que o redemoinho não tem mais a magia de levá-la para outras viagens.
(D) precisa mudar de comportamento, pois outras vozes estão lhe incomodando.
(E) volta a fechar os olhos, pois não consegue enxergar por causa da passagem do redemoinho.

4. Em: “Ela fecha os olhos, quase por instinto.”, a expressão destacada significa que ela fecha os olhos
(A) todos os dias, no mesmo horário.
(B) quando está afobada.
(C) em situações difíceis.
(D) sem perceber, ou seja, involuntariamente.
(E) sempre que acontece este fato.

5. No trecho: “- Não, filhinha! Não sou eu quem vai contá-la. É seu berimbau. Toque!”  O pronome destacado “-la” refere-se a
(A) vovó, porque é personagem secundária do texto.
(B) história, pois corresponde ao passado de ambas.RECONHECER A ORGANIZAÇÃO TEMÁTICA DE UM 
(C) árvore descrita no quinto parágrafo.
(D)filhinha, indicando um chamamento carinhoso da sua vozinha.
(E) casca grossa, pois identifica o tipo do tronco da árvore.

6. A respeito dos cinco primeiros parágrafos do texto, constatamos que o
I- primeiro faz uma apresentação de Luana, seguindo da apresentação de outros membros da família.
II- segundo narra um temporal que aconteceu quando Luana brincava durante uma viagem na época das férias.
III- terceiro sinaliza o percurso que Luana fazia juntamente com a sua avó para um local conhecido.
IV- quarto faz um pedido para uma situação desconhecida.
V- quinto descreve o baobá, sinalizando uma ideia contrária com antônimos correspondentes.
(A) Somente I, II e III estão corretas.
(B) Somente II e III estão corretas.
(C) Somente III, IV e V estão corretas.
(D) Somente I, III e V estão corretas.
(E) Somente II e IV estão corretas.

7. Nas frases:
I- “- Vem, minha filhinha! Sente-se aqui ao pé do baobá.”
II- “- Conta, vovó! Conta a nossa história.” Em relação à pontuação, constatamos que em
(A) I, a exclamação foi colocada para identificar surpresa.
(B) II, as aspas foram colocadas para identificar o modo imperativo.
(C) I, assim como em II, os travessões foram empregados para identificar a fala das personagens.
(D) I e II, as vírgulas foram colocadas para separar orações.
(E) ambas as frases, os travessões foram empregados para justificar a descrição feita pelo narrador.

8. Sobre o trecho: “Um dia, durante um temporal, um raio caiu bem na corda de seu berimbau, que se tornou mágico.”, em referência à palavra “bem”, a frase que corresponde ao mesmo sentido está na alternativa:
(A) O homem falava bem devagar.
(B) Apreciamos na vida um bem valioso: a saúde.
(C) Saí bem cedo de casa para o colégio.
(D) A prova está bem fácil.
(E) O médico constatou bem o local da doença.

9. Você percebeu que o texto 1, quanto à tipologia, é classificado como uma narração. Na narração, identificamos que existem elementos essenciais. Agora, é com você! Identifique, respectivamente, os elementos corretos para cada frase retirada do texto.
I- “Um dia, durante um temporal,...” / “Quando ela tem a necessidade...” (tempo e tempo.)
II- “Morro acima, de berimbau na mão, ...” / Luana e a avó...( espaço e personagens.)
III- “Sem entender o que a avó está dizendo,... / “... a menina ajeita o instrumento e inicia o toque mágico:...”(fato e local.)
IV- “Derendém... derendém...” / “ Um toque, dois, três...” (personagens e espaço.)
(A) Somente I e II estão corretas.
(B) Somente II e III estão corretas.
(C) Somente III e IV estão corretas.
(D) Somente I e III estão corretas.
(E) Somente II e IV estão corretas.

10. Em: “Quando ela tem a necessidade e um grande desejo de conhecer um fato ou uma pessoa, é só tocar o berimbau, que a leva a uma viagem, sempre repleta de aventuras.”, a palavra repleta, dentro da imaginação da menina, significa que a viagem era
(A) bastante significativa, porém não atendia às suas expectativas.
(B) completa, porque fazia parte do seu mundo e do da sua avó.
(C) satisfatória, pois em todos os momentos de aflição Luana era parcialmente atendida.
(D) emocionante, porque atendia aos desejos a que Luana aspirava.
(E) muito prazerosa, entretanto colocava em risco a vida da menina.


GABARITO

1D/ 2C/ 3A/ 4D/ 5B/ 6D/ 7C/ 8E/ 9A/ 10D

sábado, 14 de novembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO E GRAMÁTICA - EF67LP30B) Utilizar tempos verbais adequados à narração passados, empregando conhecimentos sobre diferentes modos de se iniciar uma história... de fatos - 7° ANO

Considere o texto a seguir para responder os itens de 1 a 13 .

Texto
  Nossa vida Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado. A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida. A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás. Aí apareceu um emprego numa fazenda pro lado dos Gerais da Bahia, bem perto da fronteira. Fui trabalhar junto com meus irmãos nessa tal fazenda. Era o projeto de um grande banco, apoiado pelo governo.
   A fazenda dizia que pagava o salário, mas nunca existiu salário nenhum. No final do mês, tudo que se comia ou se usava era descontado. Não sobrava nada de dinheiro. E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol.
   ─Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.
   ─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.
   Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato. Quatro ou cinco custam o mesmo que um adulto, comem menos, obedecem melhor e cada uma faz o trabalho de gente grande.
    O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito. Ouvi falar de gente que saiu de lá com dívida, mas não com dinheiro.
    Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem... Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim. Achava que era frescura de criança. Mas não era, não. De manhãzinha, café aguado com pão duro. No almoço, só coisa de entupir ─ macarrão puro ou arroz com farinha.
    Pro serviço na fazenda render, o capataz fazia a gente trabalhar firme. Eu tenho catorze anos. Sou forte. Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto ─ roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.
    Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia.
(Paula Saldanha. Heróis dos Gerais. São Paulo, FTD, 1998, P. 7-9)

GLOSSÁRIO
apoiado – aprovado.
capataz – chefe.
capinar – limpar as ervas daninhas.
fronteira – divisa entre territórios.
judiação – maldade.
peões – trabalhadores rurais.
roçar – cortar rente.

01. Quanto aos personagens, o texto “Nossa vida” focaliza:
(A) crianças que trabalham para ajudar a família.
(B) adultos que motivam as crianças para o trabalho escravo.
(C) crianças que trabalham obrigadas, mas não necessitam.
(D) pessoas na zona rural que empregam apenas mão de obra infantil.
(E) empregadores que pagam às crianças o que elas merecem.

 02. O trecho em que se registra característica de personagem é:
(A) “A gente morava em Mambaí, Estado de Goiás.”
(B) “A mãe achava que qualquer trabalho podia pelo menos pagar a comida.” 
(C) “Se pelo menos a gente estivesse se alimentando bem.”
(D) “Minha mãe não sabia que a comida na fazenda era ruim.”
(E) “Mas meus irmãos e um monte de outras crianças com corpinho fraco faziam serviço pesado de adulto...”

03. Em: “E a gente era obrigado a trabalhar de sol a sol”. A alternativa em que se encontra o significado da expressão sublinhada é:
(A) do meio-dia até a meia-noite.
(B) na maior parte do dia.
(C) do início ao final do dia.
(D) nas primeiras horas do dia.
(E) do fim do dia ao início do outro dia.

As questões 04 e 05 referem-se aos trechos abaixo.
l-“Trabalho escravo”. .
II- “Mas usar criança é judiação!”..

04. Nas frases acima, a fala das personagens indica:
(A) pedido. (B) opinião. (C) ironia. (D) ordem. (E) dúvida.

05. Na fala da personagem da frase II, o verbo “usar” poderia ser substituído sem alteração de sentido por:
(A) incentivar. (B) explorar. (C) desprezar. (D) surpreender. (E) assustar.

06. No trecho: “Ninguém tem ideia da vida dura que a gente levava nessa fazenda dos Gerais da Bahia”. A palavra dura tem o mesmo sentido do vocábulo grifado em:
(A) Esta prova dura 120 minutos.
(B) A farda escolar dura uns três anos. 
(C) O professor disse duras palavras ao aluno sobre a sua conduta.
(D) Tenho uma dura missão para resolver no colégio.
(E) A carne que serviram na merenda escolar estava dura.

Os itens de 07 a 09 referem-se ao fragmento abaixo:
   “ (...) roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava. O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.”
07. No trecho acima, o vocábulo “pior”:
(A) estabelece uma comparação entre as ações de “carregar carrinhos de mão” e “roçar e capinar”.
(B) mostra que carregar “carrinhos de mão” tinha como consequência menos esforço do que roçar.
(C) indica que conduzir “carrinhos de mão” era menos pesado para as crianças consideradas frágeis.
(D) demonstra que transportar “carrinhos de mão” era tão desgastante quanto capinar na roça.
(E) indica que o trabalho das crianças era mais pesado que o dos adultos.

08. Observe a informação no final do trecho: “O pior era carregar carrinhos de mão pesados, cheios de material para a lavoura.” Quanto à expressão sublinhada, podemos afirmar que se refere a (ao) (às):
(A) “carrinhos de mão”, informando para que eles servem.
(B) “material”, informando sua finalidade.
(C) narrador, informando o local para onde ele tinha que se dirigir.
(D) “carregar”, informando o local para onde eram levados os carrinhos de mão.
(E) crianças, informando para onde elas tinham que levar os carrinhos de mão.

09. Observe o fragmento: “(...) roçar e capinar era duro de lascar, mas a gente ainda aguentava.” A alternativa em que as alterações feitas no trecho não modificam o seu sentido é:
(A) embora roçar e capinar fosse extremamente duro, a gente pelo menos aguentava.
(B) roçar e capinar era muito duro, mas até agora a gente aguentava.
(C) roçar e capinar era tão duro que feria, mas a gente mais uma vez aguentava.
(D) roçar e capinar era duro demais, e, ainda por cima, a gente aguentava.
(E) ainda que roçar e capinar fosse bastante duro, a gente aguentava mesmo.

10. No trecho, “O capataz da fazenda dizia que o dinheiro podia sobrar se a gente trabalhasse direito.” O narrador faz referência à fala do personagem capataz, empregando o discurso indireto. Se o narrador registrasse a fala deste personagem da forma como ele falou (isto é, se empregasse o discurso direto), o trecho seria assim escrito:
(A) O capataz da fazenda dizia: que o dinheiro pode sobrar se a gente trabalhar direito.
(B) O capataz da fazenda dizia:
   ─ O dinheiro pode sobrar se vocês trabalharem direito.
(C) O capataz da fazenda disse: “O dinheiro sobra se a gente trabalhar direito”.
(D) O capataz da fazenda dizia que:
   ─ O dinheiro pode sobrar se vocês trabalham direito.
(E) O capataz da fazenda dizia: “O dinheiro poderia sobrar se você trabalhar direito.”

As questões 11 e 12 referem-se ao trecho abaixo. ─ Trabalho escravo ─ disseram os peões de Mambaí que já tinham passado por isso.
 ─ Mas usar criança é judiação! ─ falou um dia o dono do bar.
Disseram também que essas fazendas usam crianças como trabalhadores porque fica mais barato.

11. Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado, assim como a palavra “crianças”, é invariável quanto ao gênero, sendo este determinado pelo contexto.
(A) As vítimas da situação eram os meninos.
(B) Havia jovens procurando emprego na zona rural.
(C) Na fazenda, existiam muitas cobras venenosas.
(D) Meus irmãos eram mais fracos que eu.
(E) Os patrões não pagavam pelo nosso serviço.

12. Com relação ao sujeito da forma verbal “disseram”, podemos afirmar que: (A) não está expresso, mas entende-se que são os fregueses do bar.
(B) está indeterminado, ou seja, o verbo não tem um referente claro.
(C) está expresso no texto: “os peões de Mambaí”.
(D) está registrado após o verbo: “essas fazendas”.
(E) está claro, no parágrafo anterior: “o dono do bar”.

13. Em: “Lá em casa, a situação estava difícil. O pai tinha ficado desempregado” No trecho citado, as duas frases podem ser unidas em uma só informação. Para ligar estas frases, conservando o sentido que possuem no texto, substituiríamos o ponto pela vírgula e empregaríamos o vocábulo:
(A) e     (B) porém      (C) pois      (D) quando    (E) se
                                                                                          (CMS )

GABARITO

1A/ 2E/ 3C/ 4B/ 5B/ 6D/ 7A/ 8B/ 9A/ 10B/ 11A/ 12C/ 13C

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO E GRAMÁTICAEF89LP37X) Analisar e empregar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre outras.-- 9° ANO

Aconteceu na Caatinga.

  Era meio-dia e a caatinga brilhava à luz incandescente do Sol. O pequeno Calango deslizou rápido sobre o solo seco, cheio de gravetos e pedras, parando na frente do majestoso Mandacaru, que apontava para o céu seus espinhos, os grandes braços abertos em cruz.
 – Mandacaru! Mandacaru! Eu ouvi os homens conversando lá adiante e eles estavam dizendo que, como a caatinga está muito seca e cor de cinza, vão trazer do estrangeiro umas árvores que ficam sempre verdes quando crescem e estão sempre cheias de folhas.
  – Mas que novidade é essa? – falou a Jurema.
  – Coisa de gente besta  – disse o Cardeiro, fazendo um gesto de desprezo e atirando espinhos para todo lado.
  – Eu é que não acredito nessas novidades  – sussurrou o pequeno e tímido Preá.
 [...]
    E no outro dia, bem cedinho, os homens já haviam plantado centenas de arvorezinhas muito agitadas, serelepes e faceiras, que falavam todas ao mesmo tempo na língua lá delas, reclamando de tudo: do Sol, da poeira, dos bichos e das plantas nativas, que elas achavam pobres, feias e espinhentas.        Enquanto falavam, balançavam os galhinhos, que iam crescendo, ganhando folhas e ficando cada vez mais fortes.
    Enquanto isso, as plantas da caatinga, acostumadas a viver com pouca água, começaram a notar que essa água estava cada vez mais difícil de encontrar. As raízes do Mandacaru, da Jurema e do Cardeiro cavavam, cavavam e só encontravam a terra seca e esturricada.
   O Calango então se reuniu com os outros bichos e plantas para encontrar uma solução. E foi a velha Cobra quem matou a charada:
   – Quem está causando a seca são essas plantinhas importadas e metidas a besta! Eu me arrastei por debaixo da terra e vi o que elas fazem: bebem toda a nossa água e não deixam nada para a gente.
    – Oxente! – gritou o Calango. – Então vou contar isso aos homens e pedir uma solução.
     Mas logo o Calango voltou, triste e decepcionado.
    – Os homens não me deram atenção – disse. – Falaram que eu não tenho instrução, não fiz universidade e que eu estou atrapalhando o progresso da caatinga.
    E todos os bichos e plantas ficaram tristes, mas estavam com tanta sede que nem sequer puderam chorar: não havia água para fabricar as lágrimas. Por muitos dias ficaram assim e quando estavam à beira da morte houve um movimento: era o Preá, que levantou o narizinho e gritou:
    – Estou sentindo cheiro de água!
    – É mesmo! – gritaram todos.
    – O que será que aconteceu? – perguntou a Jurema.
    – Eu vou ver o que foi – e o Calango saiu veloz, espalhando poeira para todos os lados.
    O Mandacaru estirou os braços, espreguiçou-se e sorriu:
    – Estou recebendo água de novo! Hum... É muito bom! Mas vejam! O Calango está de volta com novidades!
    – As pequenas bandidas verdes, depois de beber quase toda a água da caatinga, estavam ameaçando a água dos rios e dos açudes perto das cidades. Os homens então viram o perigo e deram fim a todas elas.
    E todos ficaram alegres, sentindo a água subir pelas raízes. Olharam para o céu azul da caatinga, o Sol brilhante, olharam uns para os outros e viram que eram irmãos, na mesma natureza e na mesma Terra [...]
( Adaptação do conto de Clotilde Tavares, Nova Escola – edição especial, abril de 2007)

VOCABULÁRIO:
Caatinga- tipo de vegetação, característico do Nordeste brasileiro, formado por pequenas árvores comumente espinhosas que perdem as folhas no curso de longa estação seca.
Cardeiro- designação comum a várias plantas da família dos cactos.
Mandacaru- tipo de cacto, grande como árvore, com tronco grosso e ramificado.
Jurema-tipo de arbusto, armado de espinhos.
Preá- mamífero roedor; vive nos capinzais à beira dos córregos, lagoas e rios. Incandescente que está em brasa; ardente.

01. No texto, em relação aos elementos da narrativa, é correto dizer que o (s): (A) personagens participam da história, exigindo mudança no clima da região.

(B) tempo é definido com precisão, ou seja, há o registro claro de quando ocorrem os fatos.
(C) espaço é limitado, pois cada planta escolhe o seu lugar adequado para viver.
(D) enredo mostra uma região castigada pela seca e a solução trazida pelos homens contraria os habitantes do local.
(E) conflito apresentado é entre os personagens do mundo animal e os personagens do mundo vegetal.

02. Sobre a fala dos personagens do texto, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

 I. “Mandacaru! Mandacaru!’ as palavras destacadas indicam a aflição do Calango.
II.“- Mas que novidade é essa?- falou a Jurema. nesta fala, Jurema demonstrou curiosidade.
III. “É mesmo! – gritaram todos”. a expressão destacada indica que os animais ficaram animados diante do que tinha sido dito anteriormente pelo Preá.
 IV. “Estou recebendo água de novo! Hum... É muito bom!” a fala do Mandacaru transmite uma consequência da plantação de árvores estrangeiras.

(A) Somente I e II
(B) Somente II e III
(C) Somente III e IV
(D) Somente I, II e III
(E) Somente I, II e IV

03. No trecho: “ Oxente! – gritou o Calango. – Então vou contar isso aos homens e pedir uma solução.”, a palavra destacada é uma expressão popular típica do Nordeste. Quanto a este vocábulo, podemos afirmar que se trata de um(a):

(A) interjeição, porque exprime o espanto do animal.
(B) advérbio, pois informa o modo como a personagem falou.
(C) adjetivo, pois caracteriza sentimento de admiração do Calango.
(D) verbo, porque expressa uma ordem que o animal dá aos bichos e plantas. (E) pronome, porque substitui o nome da personagem com quem o Calango fala.

04. A alternativa em que a palavra destacada foi empregada em sentido figurado é:

(A) “O pequeno Calango deslizou rápido sobre o solo seco, cheio de gravetos e pedras,...”
(B) “Eu ouvi os homens conversando lá adiante...”
(C) “Eu é que não acredito nessas novidades...” 
(D) “E foi a velha Cobra quem matou a charada:...” 
(E) “– Os homens não me deram atenção...” 

Os itens 05, 06 e 07 referem-se ao trecho abaixo: “E todos os bichos e plantas ficaram tristes, mas estavam com tanta sede que nem sequer puderam chorar: não havia água para fabricar as lágrimas.”

05. As palavras destacadas estabelecem, respectivamente, as relações de:
(A) adição, exclusão, causa e solução.
(B) inclusão, oposição, causa e finalidade.
(C) adição, oposição, consequência e finalidade.
(D) inclusão, explicação, conclusão e consequência.
(E) explicação, oposição, consequência e justificativa.

06. Neste trecho, os dois pontos podem ser substituídos, sem se alterar o sentido, pela conjunção:

(A) quando (B) se (C) embora (D) porém (E) porque

07. Se o trecho: “E todos os bichos e plantas ficaram tristes, mas estavam com tanta sede que nem sequer puderam chorar: não havia água para fabricar as lágrimas.” fosse uma previsão do que poderá acontecer com a terra no futuro, caso nos falte a água, os verbos sublinhados deveriam ficar no tempo futuro do presente, ou seja, deveriam ser assim registrados:

(A) ficariam – estariam – poderiam – haveria
(B) ficarão – estarão – poderão – haverá
(C) ficaram – estaram – poderam – haverá
(D) ficarão – estariam – podiam – há
(E) ficaram – estão – poderão – haveria

08. Leia o trecho abaixo e, de acordo com a numeração, assinale a alternativa correta quanto à classificação das classes gramaticais. “E no (1)outro dia, (2)bem cedinho, os homens já haviam plantado (3)centenas de arvorezinhas (4)muito agitadas, (5)serelepes e faceiras, que falavam todas ao mesmo tempo na (6)língua lá delas, (7)reclamando de tudo:

(A) (1) numeral; (2) preposição; (3) numeral; (4) pronome; (5) substantivo; (6) adjetivo; (7) advérbio.
( B) (1) adjetivo; (2) advérbio; (3) numeral; (4) pronome; (5) substantivo; (6) adjetivo; (7) verbo.
(C) (1) pronome; (2) advérbio; (3) numeral; (4) advérbio; (5) adjetivo; (6) substantivo; (7) verbo.
(D) (1) pronome; (2) advérbio; (3) substantivo; (4) advérbio; (5) adjetivo; (6) adjetivo; (7) substantivo.
(E) (1) numeral; (2) substantivo; (3) substantivo; (4) advérbio; (5) adjetivo; (6) substantivo; (7) advérbio.

GABARITO

1D/ 2D/ 3A/ 4D/ 5C/ 6E/ 7B/ 8C