quarta-feira, 9 de setembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO - EF67LP30A) Criar narrativas ficcionais, tais como contos populares, contos de suspense, mistério, terror, humor, narrativas de enigma - 6° ANO

TEXTO IV
 O menino que consertou o mundo
 Autor desconhecido
 Circula na internet, sem identificação de autor, a seguinte fábula: Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar.
Vendo que seria impossível demovê-lo 2, o pai procurou algo que pudesse distrair-lhe a atenção. Até que se deparou com o mapa do mundo. Com o auxílio de uma tesoura, recortou-o em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho:
– Vou lhe dar o mundo para consertar. Veja se consegue. Faça tudo sozinho. Pensou que, assim, estava se livrando do garoto, pois ele não conhecia a geografia do planeta e certamente levaria dias para montar o quebra-cabeças. Uma hora depois, porém, ouviu a voz do filho:
 – Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho! Para surpresa do pai, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?
 – Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
 – Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e descobri que havia consertado o mundo.
                                                                      (Disponível em: . Acesso em 18 de agosto de 2013.)

Sobre o texto, responda às questões.

Questão 01
Marque a alternativa em que os fatos apresentados no texto estejam na ordem cronológica.
O pai recortou o mapa do mundo para o filho.

II. O menino montou o mapa do mundo.
III. O menino pediu para ajudar o pai em seu laboratório.
IV. O cientista buscava um jeito de melhorar o mundo.
V. O menino disse que, consertando o homem, consertava o mundo.

 a) III – IV – I – II – V
b) IV – III – I – V – II
c) III – IV – I – V – II
d) III – I – II – IV – V
e) IV – III – I – II – V

Questão 02:
O menino da narrativa demonstrou ser criativo por
a) decidir ajudar seu pai a trabalhar.
b) imaginar como era o mapa do mundo.
c) consertar o mundo sem a ajuda do pai.
d) montar o mapa do mundo em apenas uma hora.
e) utilizar o conhecimento com uma finalidade nova.

Questão 03:
O texto “O menino que consertou o mundo” pode ser lido como uma fábula (texto narrativo que traz um ensinamento moral). Nesse caso, a alternativa que apresenta a moral da história seria

a) Quando se conserta o mundo, se conserta o homem.
b) Conserta-se o mundo, mas não se conserta o homem.
c) Para consertar o mundo, é preciso consertar o homem.
d) Embora se conserte o mundo, não se conserta o homem.
e) Para que se conserte o homem, é preciso consertar o mundo.

Questão 04:
 No trecho “Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo...” (linhas 4 e 5), o vocábulo sublinhado indica, nesse contexto, um local de

a)    oração. b) família. c) discussão. d) trabalho. e) brincadeira.

Questão 05:
 A pergunta silenciosa do pai “Como seria possível?”(linha 15) expressa

a)    medo.  b) espanto.  c) certeza.  d) chateação.  e) nervosismo.



GABARITO

1(E)  2(E)  3(C)  4(D)  4(B)

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO- (EF69LP19) Analisar, em gêneros orais que envolvam argumentação, os efeitos de sentido de elementos típicos da modalidade falada, como a pausa, a entonação, - 6° ANO


Sobre o texto, marque a resposta correta.

1) No 4° quadrinho, as letras maiúsculas só não expressam

(A) grito.  (B) raiva.  (C) ênfase.  (D) descaso.  (E) indignação.


2) No 7º quadrinho, a ausência do balão pode ser interpretada como

 (A) hora do descanso de Calvin.
 (B) inspeção da área do bosque.
 (C) isolamento entre Calvin e Haroldo.
 (D) momento de reflexão dos personagens.
 (E) espera de uma resposta por parte das autoridades.

3) Em “... e logo toda essa área vai ser um grande shopping” (10º quadrinho), a palavra destacada exprime uma circunstância de

(A) tempo. (B) modo. (C) dúvida. (D) negação. (E) afirmação.


 4) Na frase “E no fim não vai mais sobrar nenhum lugar legal” (11º quadrinho), a expressão destacada se refere a

 (A) “bairros”. (B) “bosque”. (C) “grande shopping”. (D) “postos de gasolina”. (E) “Condomínio das sombras”.



GABARITO

1(D)  2(D)  3(A)  4(B)

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO-(EF07LP14) Identificar, em textos, os efeitos de sentido do uso de estratégias de modalização e argumentatividade. -7° ANO

TEXTO

  Mãe com medo de lagartixa

 Ana Maria Machado

 Era uma vez uma mãe... que tinha medo de lagartixa.
No resto, era valente: ficava sozinha, cantava no escuro, tomava sopa quente.
 Era mesmo corajosa: enfrentava barata, discutia com o chefe, tomava injeção toda prosa.
De bicho de pena e de bicho de pelo, ela gostava muito. Filho dela podia ter cachorro, gato, coelho, periquito, curió, canário, porquinho-da-índia.
 Nem que fosse tudo ao mesmo tempo, ela não se incomodava, até animava, mais ainda inventava.
 Peixe e jabuti, também, ela deixava como ninguém. E tinha aquário redondo com peixe  vermelho e tinha varanda vermelha com jabuti redondo.
Se os filhos descobrissem macaco com asa, ela era capaz de deixar em casa.     Se para uma vaca encontrassem lugar, não ia ser ela quem ia atrapalhar.
Se na área um cavalo coubesse direito, a meninada ia logo dar jeito, e ela na certa ia achar perfeito.
  Mas sapo? Minhoca? Perereca? Camaleão?
Nem queria saber. Disfarçava e ia se esconder.
Os filhos explicavam:
— Mamãe, que é que tem? Um bicho tão bonzinho, não faz nada, olha aí!
Ela olhava. Mas não gostava.
 E aqueles lagartinhos nas pedras-do-sol?
 — Um bichinho à-toa, mãe, deixe de ser boba!
Mas aí ela era boba. Tão boba que no caminho da praia, pelo meio do matinho, ia pisando forte e falando alto, fazendo barulho só para assustar os lagartinhos – que saíam correndo, morrendo de medo de uma mulher tão grande e barulhenta.
Mas o medo maior era o que a mãe tinha de lagartixa.
 — Um perigo dentro de casa!
Pode atacar a qualquer instante!
 — Atacar, mãe? Que ideia – ria Antônio.
 — Que gracinha, mãe. Olha aquela lagartixa lá no alto da parede – mostrava João.
 — É mesmo, branquinha e transparente, de cabeça em pé. Parece filhote de jacaré –  
dizia Luísa. Não adiantava. Ela não gostava.
 Um dia, resolveram pregar uma peça nela.
Na saída da escola, tinha um vendedor de bala, estalinho, pirulito e brinquedo. Brinquedos gozados: baratas e aranhas de plástico, lagartixas de mentirinha. Compraram duas e levaram para casa. Puseram uma na gaveta, outra na prateleira, ao lado.
Quando ela chegou do trabalho e foi mudar a roupa, foi um susto. Quer dizer, primeiro foi um:
 — Ai! Me ajudem! Antônio! Luísa! João!  
Depois foram dois sustos:
— Depressa! Vem cá todo mundo! Os meninos foram correndo. E viram a mãe tremendo.
 — Uma lagartixa horrorosa! Subiu pelo meu braço e correu para a gaveta!
 E tem outra medonha ali na prateleira... Pelo amor de Deus, vocês peguem esses bichos horríveis, que eu não aguento nem ver!
Os meninos se olharam enquanto ela saía:
 — E lagartixa de brinquedo sobe pelo braço?
— Será que tem alguma de verdade?
 Olharam bem. Não tinha. Só as mesmas, de brinquedo. E ela com tanto medo! Que  mãe fiteira! E, ainda por cima, inventadeira...
Foram rir dela, numa grande gozação: mas chegaram na sala e não riram. Porque o que ela falou foi assim:
— Que bom que vocês estavam em casa. Vocês são tão corajosos... Fico tão orgulhosa de meus filhos que não têm medo e tomam conta de mim... 
 E, sentada no sofá, abraçou os três ao mesmo tempo, fechou os olhos, encostou a cabeça neles, feito menina pequena.
E eles se olharam e entenderam.
Todo mundo tem seu medo, cada um tem seu segredo. Quem parece sempre forte, no fundo é meio sem sorte: tem que aguentar bem sozinho, sem ajuda nem carinho: 
— A mãe é que nem a gente. E gente se assusta, chora, ri, fala, inventa, conta, grita e cochicha.
 E pode até ter medo de lagartixa.
                                                Alguns medos e seus segredos. Rio de Janeiro, Nova Fronteira.

Sobre o texto, marque a resposta correta:

1 - Marque a alternativa em que a mãe estimula seus filhos a terem bicho:

A) “enfrentava barata, discutia com o chefe”.
B) “ela não se incomodava, até animava.”
C) “se os filhos descobrissem macaco com asa, ela era capaz de deixar em casa.”
D) “de bicho de pena e de bicho de pelo, ela gostava muito.”
E) “peixe e jabuti, também, ela deixava como ninguém”

2 - “Que mamãe fiteira” (l. 49/50), marque a alternativa que não tem a palavra com o mesmo valor semântico de fiteira:

A)   manhosa B) fingida  C) medrosa  D) astuta  

3 - Marque a alternativa em que os fatos abaixo estejam colocados em ordem cronológica:

I - Os filhos verificaram se havia uma lagartixa de verdade.
II - Os filhos viram a mãe tremendo.
III - Os filhos correram até o quarto da mãe.
IV - Os filhos ficaram se olhando.

A) I, IV, III, II
B) III, IV, II, I
C) I, III, IV, II
D) III, II, IV, I
E) II, IV, III, I 4

4- A mãe, depois de ter encontrado a lagartixa, foi para a sala. Os filhos, de acordo com o texto, entenderam que:

A) cada um tem o seu próprio medo.
B) envergonharam-se do que tinham feito.
C) a mãe, sendo igual a eles, era infantil.
D) é preciso ser forte diante das situações.


5 - A mãe descrita é bastante tolerante. O argumento usado pelo narrador para expressar a demonstração máxima de tolerância dessa mãe está na alternativa:

A) ela até animava os filhos a terem bicho.
B) ela deixava os filhos terem peixe e jabuti.
C) era capaz de deixar em casa um macaco com asas, se os filhos descobrissem um.
D) enfrentava barata, discutir com o chefe.



GABARITO
1(B)  2(C)  3(D)  4(A)  (C)



ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO (EF69LP54) Analisar os efeitos de sentido decorrentes da interação entre os elementos linguísticos e os recursos paralinguísticos e cinésicos, como as variações no ritmo,- - 7° ANO

TEXTO

 Infância

 Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
 Minha mãe ficava sentada cosendo.
 Meu irmão pequeno dormia.
 Eu sozinho menino entre mangueiras
 lia a história de Robinson Crusoé
 Comprida história que não acaba mais.
 No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
 a ninar nos longes da senzala — e nunca se esqueceu
 chamava para o café.
 Café preto que nem a preta velha
 café gostoso
 café bom.
 Minha mãe ficava sentada cosendo
 Olhando para mim:
—Psiu... Não acorde o menino.
 Para o berço onde pousou um mosquito.
 E dava um suspiro... que fundo!
 Lá longe meu pai campeava
 No mato sem fim da fazenda.
 E eu não sabia que minha história
 Era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
            (Andrade, Carlos Drummond de. “A família que me dei”. In Antologia Poética. 13a ed. São Paulo, Abril Cultural, 1982.)

Após a leitura atenta do Texto resolva os itens.

1- Em que estrofe ou estrofes do poema Infância, a lembrança do passado é sugerida por meio de sentidos como a visão, o olfato, o paladar e a audição?

A) Apenas na 1ª estrofe.
B) Estrofes 02 e 03.
C) Estrofes 04 e 05.
 D) Apenas na 2ª estrofe.

2- No texto, há uma predominância do uso das formas verbais no pretérito imperfeito do indicativo. Isso se justifica pela seguinte afirmativa:

A) Por se tratar de ação já concluída.
B) Porque as ações foram realizadas antes de uma ação também ocorrida no   passado.
C) Porque o verbo indica uma ação passada que se repetia habitualmente.
D) Por expressar uma incerteza a respeito de fatos ocorridos.

3- Qual é a finalidade do uso do travessão na terceira estrofe do poema Infância, de Carlos Drummond de Andrade?

A) Separar uma enumeração.
B) Explicar algo já dito anteriormente.
C) Colocar em destaque uma ideia.
D) Introduzir o discurso direto.

4- Marque a alternativa em que há adjetivo empregado no mesmo grau que bonita no verso “Era mais bonita que a de Robinson Crusoé” (verso 21).

A) Meu irmão era menor que eu.
B) O meu pai era o mais velho da fazenda.
C) Minha mãe suspirava mais do que eu.
D) A fazenda do meu pai era maior do que as dos vizinhos.


GABARITO
1 (D)  2(C)  3(D)  4(D)



segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO- (EF08LP09X) Interpretar efeitos de sentido de modificadores (adjuntos adnominais – artigos definido ou indefinido, adjetivos, expressões adjetivas, pronomes e numerais - 8° ANO

Leia o texto abaixo para responder às questões de 01 a 05.

   Vá às compras e salve o mundo Finalmente, um discurso sustentável vem absolver nosso pecado favorito: o consumismo. Entenda aqui como é possível se esbaldar nas lojas sem poluir o ambiente. A resposta está na árvore ao seu lado. Sabine Righetti e Karin Hueck.Não ande de carro, não coma carne, não produza lixo, não gaste água e nem ouse ter filhos. Poucas coisas são tão negativas (e chatas) quanto o discurso ecológico radical, que prega que devemos fazer de tudo para causar o menor estrago possível ao ambiente. Não é à toa que muitos não aguentam mais ouvir falar no assunto. Mas finalmente uma nova proposta percebeu que fazer “menos mal” ao planeta ainda não é o suficiente – é preciso não causar mal algum. (Afinal, gastar menos água ainda é gastar água.) E o melhor: esse novo discurso alivia a consciência dos ecopecadores. Com ele poderemos – não, melhor, precisaremos – fazer compras à vontade, porque assim estaremos também salvando o planeta. Já que empresas sempre vão procurar o lucro e as pessoas sempre vão querer o novo iPod ou a TV de led, o jeito é fazer isso combinar com sustentabilidade. E como isso seria possível? Imitando a natureza e reciclando os produtos eternamente. Parece difícil, mas já está acontecendo – e vai exigir uma mudança de hábito comparável à Revolução Industrial, envolvendo empresas, cidades, casas e pessoas.
                                                    [...] Superinteressante, Edição Verde, dez. 2011, n. 286, p. 72-73.

 QUESTÃO 01
Nesse texto, os parênteses são usados para
A) adicionar informações.
B) contrastar dados.
C) introduzir comentários.
D) justificar afirmações.

QUESTÃO 02
A aproximação entre as autoras e os leitores ocorre devido
A) à maneira superficial como o assunto é tratado.
B) à pressuposição de que o tema é conhecido.
C) ao direcionamento ao leitor por meio da linguagem.
D) ao tom agressivo utilizado no interior do texto.

QUESTÃO 03
Em “Não ande de carro, não coma carne, não produza lixo, não gaste água e nem ouse ter filhos.”, a sequência de frases negativas reproduz o
A) desespero diante do consumismo.
B) negativismo dos cientistas atuais.
C) pessimismo do mundo moderno.
D) radicalismo de ecologistas extremistas.

QUESTÃO 04
 No fragmento “...quanto o discurso ecológico radical,...”, a palavra destacada introduz ideia de 
A) acréscimo. B) comparação. C) consequência. D) proporção.

QUESTÃO 05
No trecho “...o jeito é fazer isso...”, o pronome em destaque refere-se à ideia de
A) alívio da consciência e poluição.
B) imitação da natureza e reciclagem.
C) procura do lucro e consumo.

D) salvação do planeta e sustentabilidade.

GABARITO
1(C)  2(C)  3(D)  4(B)  5(C)

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO - (EF69LP44 X) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mundo,- 9° ANO

Leia o texto, abaixo, para responder às questões de 01 a 04.

  Por que mexemos a cabeça para dizer “sim” e “não”? por Fred Linardi Não se sabe bem o motivo de esses gestos serem assim. Mas é certo que tudo está ligado aos processos evolutivos de cada espécie, que determinam os tipos de comportamento e gesticulações. Até os animais desenvolvem e utilizam códigos para se expressar. “Aliado a isso, existem fatores culturais, que acabam diferenciando ou invertendo esses movimentos. Desde quando nascemos, aprendemos esses gestos observando nossos pais e outras pessoas”, explica Esdras Vasconcellos, professor de psicologia da Universidade de São Paulo. Ou seja, a maneira de gesticular é diferente em algumas regiões, porque vai de acordo com particularidades e com a cultura de cada país.

 DIGA SIM, DIGA NÃO
 Alguns gestos podem parecer universais, mas sempre existem aqueles que fogem à regra. Saiba como afirmar e negar em algumas regiões do mundo.

 NÃO PARA CIMA E PARA BAIXO
  Em alguns países os gestos de sim e não são o contrário do que estamos acostumados. Para dizer que não, eles mexem a cabeça para cima e para baixo. Isso acontece na Bulgária e em algumas regiões do Japão, da Grécia, da Itália e do Irã. Na Turquia, o gesto é semelhante, mas ao negar eles também fazem um barulho com a boca.

 SIM VIRANDO A CABEÇA PARA OS LADOS
 Nas regiões onde dizer “não” parece um “sim”, o gesto para a afirmação também é invertido. Então, se quiser concordar com alguém, vire a cabeça para os lados, como se estivesse negando.

SIM TOMBANDO A CABEÇA
 Para dizer que “sim”, na Índia, é bem diferente. As pessoas fazem um rápido movimento tombando a cabeça para os lados. Para fazer isso, eles mantêm os ombros parados e inclinam a cabeça uma vez ou mais para concordar.

SIM ERGUENDO AS SOBRANCELHAS É assim nas Filipinas. As pessoas erguem as sobrancelhas como sinal de acordo.
                                                                                           Disponível em: . Acesso em: 08 set. 2010.
 QUESTÃO 01
Qual é o principal objetivo comunicativo desse texto?
A) Alertar para o perigo de não conhecer diferenças culturais.
B) Apresentar curiosidades a respeito de diferenças culturais.
C) Interpretar diversas formas de comunicação não verbal.
D) Orientar a respeito de comportamentos sociais diversos.

QUESTÃO 02
De acordo com esse texto, em cada grupo social, os sentidos dos gestos usados
A) estão ligados a processos evolutivos.
B) relacionam-se a atitudes animais.
C) transmitem-se geneticamente.
D) variam de geração para geração.

QUESTÃO 03
No trecho “Até os animais desenvolvem e utilizam códigos para se expressar.”, a palavra destacada expressa ideia de
A)distância. B) duração. C) inclusão. D) tempo

QUESTÃO 04
Em relação à nossa cultura, quanto aos gestos que expressam “sim” e não” , constata-se que são
A) contrários na Índia.
B) idênticos na Turquia.
C) opostos na Grécia.
D) similares nas Filipinas.


GABARITO 1(B)  2(A) 3( C)  4(C)

domingo, 6 de setembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO NARRATIVO - EF67LP37) Analisar, em diferentes textos, os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos linguístico-discursivos de prescrição, - 6° ANO

1) Leia o texto abaixo para responder às questões de 01 a 05.
Tati, a garota
Vendo que era mesmo impossível, Tati desistiu de pegar o raio de Sol estendido no chão. Os dedos feriam a terra inutilmente: o reflexo não tinha espessura.
Seu capricho agora era com a água. Queria ver se retirava ao menos um pedacinho do tanque, mas o líquido suspenso em suas mãos vira uma coisa diferente que se desmancha logo, cintilando entre os dedinhos. E na superfície do tanque não ficava a menor cicatriz!
É a primeira vez que Tati brinca na água com intenção de agarrá-la, de sentir-lhe o mistério.
Fica tão absorta, que os apelos “Anda Tati! Larga isso, menina!”, que vêm da janela, nem chegam a serem ouvidos.
Logo depois começa a ventar. Mas, com o vento era diferente: Tati já sabia que ele nunca se deixa agarrar nem ver, embora viva sempre em toda parte dando demonstrações de sua presença. Esse vento!...
Antes de subir, joga água em si mesma, apressadamente borrifando-se no rosto e no vestido.
Chegando a noite, Manuela atira-se à cama, sem responder a algumas perguntas que lhe faz a filha, sempre intrigada com a água. Debaixo das cobertas, Tati ainda balbucia os últimos pedidos: num carrinho e um patinho igual ao que viu nas mãos de outra criança.
– Esse menino tinha patinho, não sabe, mamãe? Comia cada bombom que só você vendo!...
O papel era uma beleza! Aqui, eu acho que todo mundo come muita bala, também...
– Dorme, Tati.
– Aqui é bom.
– Dorme [...
MACHADO, Aníbal. A morte da porta-estandarte; Tati, a garota e outras histórias. São Paulo: José Olympio, 1997. Fragmento. (P070109D3_SUP)

Por suas características formais, é possível classificar esse fragmento de texto como
A) biografia.
B) conto.
C) crônica.
D) diário.

2) O desfecho dessa narrativa ocorre quando:
A) a menina desiste de pegar o raio de Sol.
B) a menina quer agarrar a água do tanque.
C) Manuela deita na cama sem responder à filha.
D) Manuela insiste para a filha dormir.

3) Com base nesse texto, constata-se que Tati, em relação à impossibilidade de agarrar o vento, sentia-se:
A) conformada.
B) decepcionada.
C) indiferente.
D) surpresa.

4) No trecho “Tati já sabia que ele nunca se deixa agarrar...”, o termo em destaque refere-se à palavra
A) Sol.
B) reflexo.
C) tanque.
D) vento.

5) No trecho “... cintilando entre os dedinhos.”, o uso do diminutivo na palavra em destaque indica
A) crítica.
B) deboche.
C) exagero.
D) tamanho.

Leia o texto abaixo para responder às questões 06 e 07.
Os livros daqui e os d’além-mar
Enquanto cai o consumo de livros em Portugal, cresce o mercado brasileiro
Reflexo da crise europeia ou do momento econômico que o Brasil atravessa? Ou ambos? Embora especialistas não sejam categóricos em explicar os motivos das oscilações no mercado livreiro mundial, no final de 2011, os brasileiros gastaram R$7,18 bilhões comprando livros e publicações, segundo o Ibope. Ao passo que em Portugal, durante o primeiro semestre de 2011, os portugueses compraram menos livros do que no mesmo período em 2010. A queda no consumo de livros por parte dos portugueses foi de 3%, um declínio bem menor do que houve em outras áreas, [...]. Até junho de 2011, os portugueses gastaram 168 milhões e, em 2008, 156 milhões. Todavia, esses números são inconclusivos. A diferença de critérios entre as pesquisas daqui e d’além-mar não permite tirar muitas conclusões sobre a dinâmica desses mercados. Ainda assim, tais discrepâncias estatísticas espelham o momento que estão atravessando as economias desses países, e indicam mudanças no tocante ao consumo de bens culturais.
Língua Portuguesa, ano 7, n. 75, jan. 2012, p. 8. Fragmento.
6) Qual é o assunto desse texto?
A) A crise no mercado livreiro mundial.
B) A diferença entre o leitor brasileiro e o europeu.
C) A oscilação no mercado livreiro mundial.
D) A queda do número de leitores no mundo.

7) Nesse texto, predomina uma estrutura textual
A) descritiva.
B) informativa.
C) instrucional.
D) narrativa.

GABARITO: 1(B), 2,(D), 3 (A), 4(D), 5(D), 6(C), 7(B)